terça-feira, 22 de setembro de 2009

Quando me amei

"(...)Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece. Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é Plenitude(...)"

Trecho do texto de autoria incerta, que tem entre as suspeitas o pensador Charles Chaplin

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

E não há chuva que não passe, sol que não se ponha ou amor que não supere

Se não cessou, é porque era só uma garoa
Se não se pôs, é porque era a lua
Se não passou, é porque não era pra ser sua

E não há vento que não seque, mar que não lave ou lama que não suje

Se não secou, é porque era só um suspiro
Se não limpou, é porque já estava limpo
Se não sujou, é porque era água

Mas não existe mão que não afague, lágrima que não escorra ou machucado que não sare

Se não acalantou, é porque não era pra ser dado
Se não escorregou, é porque era falso
Se não sarou, é porque era pra ser assim deixado

Mas não existe rancor que não se dissolva, beijo que não seja de bom grado ou olhar que não seja desconcertante

Se não se quebrou, é porque tinha mudado
Se não foi bem dado, é porque não queria ser ofertado
Se não apertou o peito, é porque não era mais amor,

era as mãos desatadas
as rotinas desligadas
a inércia estabelecida
o óbvio desmascarado

era pó

- Esta poesia foi falada por entrelinhas, escondida atrás do cabelo, escutada com ouvidos fechados, mas acho que era isso que você estava tentando dizer...