Quem sou eu?
Adoro essa pergunta, mas gosto ainda mais de quem a responde - sempre citando uma linda frase de um maravilhoso filósofo ou cuspindo alguma elucubração magnífica que tenha partido das mais ínfimas cabeças. Hilário.
Eu nunca consegui me descrever, me postular ao lado de grandes seres pensantes ou me rotular como um frasco de extrato de tomates, aonde viria escrito: Contém Glúten e Glúteos.
Se um dia me colocassem na parede e determinassem – “Descreva-se ou morra!" , iria por um caminho diferente ao racional.
Iria me ater as partes sórdidas de minha vida. Detalhar as zonas pecaminosas por onde brinquei e me apresentar da maneira mais “cafajetesca” possível. Desnudando cada cena que detestei e sorrindo das experiências malucas pelas quais eu passei.
Seria uma ótima apresentação para alguém como eu: alguém como Priscila, que procura um eficaz repelente contra pessoas que se preocupam com o julgamento tendencioso desprezível que cada um tem de si mesmo, ao invés de simplesmente mergulhar dentro dos corações de todas as boas almas, e descobrir por si só.