quarta-feira, 24 de março de 2010

Quem sou eu?

Quem sou eu?

Adoro essa pergunta, mas gosto ainda mais de quem a responde - sempre citando uma linda frase de um maravilhoso filósofo ou cuspindo alguma elucubração magnífica que tenha partido das mais ínfimas cabeças. Hilário.

Eu nunca consegui me descrever, me postular ao lado de grandes seres pensantes ou me rotular como um frasco de extrato de tomates, aonde viria escrito: Contém Glúten e Glúteos.

Se um dia me colocassem na parede e determinassem – “Descreva-se ou morra!" , iria por um caminho diferente ao racional.

Iria me ater as partes sórdidas de minha vida. Detalhar as zonas pecaminosas por onde brinquei e me apresentar da maneira mais “cafajetesca” possível. Desnudando cada cena que detestei e sorrindo das experiências malucas pelas quais eu passei.

Seria uma ótima apresentação para alguém como eu: alguém como Priscila, que procura um eficaz repelente contra pessoas que se preocupam com o julgamento tendencioso desprezível que cada um tem de si mesmo, ao invés de simplesmente mergulhar dentro dos corações de todas as boas almas, e descobrir por si só.

sábado, 20 de março de 2010

A Margarida que queria ser Rosa

A Margarida quis ser Rosa
Pintou-se de vermelho
Arrumou suas petálas e foi pro samba

Queria ser a escolhida do amor

Mesmo do campo e de cores distintas
Vestiu-se de mulher
Maquiou o seu corpo e foi pro samba

Queria ser brindada com a luz

Desgostou do seu beija-flor
Quis ser a flor da flor
Arrancou sua raízes e foi pro samba

Queria ser acolhida com calor

Trocou o seu jardim por um bouquet
Quis se oferecer
Podou sua folhas e foi pro samba

Queria gozar de toda a dor

Despediu-se de seus bichos companheiros
Despiu-se do medo juvenil
Escondeu seus ingêuos defeitos e foi pro samba

Queria ser bela, eterna e favorita