quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Cadáver Esquisito II

O peixe nada no aquário de lava
Mas, se nada se espalha, o que dizer da flor?

A árvore se explica no rabo da arraia
Se nada tem jeito de que jeito fica?

Queria um espaço para os meus olhos
Mas, será que cabem no meu cabelo todos os meus dedos?

De certo que o mar tem uma rainha com olhos de sol
Dona de uma beleza estranhamente feroz e rabo de sereia

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Cadáver Esquisito

Apesar do que há no cacho, eu nunca acho nem encontro o que há na janela do windows

Parado, solto, me movimento no avião que descarrega o que desencaixou sem a caneta

Se nada for de um anão ou de um trem poderá ser de uma bolsa, um livro ou uma goiaba

Quero ter tempo para não precisar correr com o tempo de temperar a comida

domingo, 19 de dezembro de 2010

Frango com purê

Sem batata sautées ou pavê
Para comer só frango com purê

Se acostumar parece ser fácil
Difícil parece ser deixar de querer

Ao final de uma sexta ou começo de uma segunda
É só abrir a geladeira para ver

- É purê!

Aquela antiga comida, deu lugar a um novo prazer
Nada de arroz, ovos ou legumes

Só purê com frango e cebolas agridoces

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Quero ter tempo para não precisar correr com o tempo de temperar a comida.