Cheio que nuances, lá estava o Estranho Conhecido
Parado, frente a mim, atrás de uma porta de vidro
Estática, lancei meu olhos sob aquela esquisitice
Intolerante, ela quase jantou a minha pele em instantes
Me segurei em minhas próprias mãos ao ver o que parecia ser a sua boca
Tão próxima, suculenta, grande, e naquele contexto, completamente solta
Dei um passo para perto e não pude pegar - o vidro ainda existia
Senti vontade de me jogar, de apertar, de devorar, de comer, me saciar
Ao observar o meu reflexo misturado a sombra daquela fera, desejei tê-la
Quis puxá-la mais pra perto, pra dentro - quis prová-la
Eis que de repente me deparo com o inesperado: aquela coisa grande já não era mais ela
Apertei os olhos e com a mão toquei no espelho que se partiu em mil pedaços
Entendi: não era mas ela, a besta fera
A fera, agora, eu era - tão avassaladora quanto antes era
Parado, frente a mim, atrás de uma porta de vidro
Estática, lancei meu olhos sob aquela esquisitice
Intolerante, ela quase jantou a minha pele em instantes
Me segurei em minhas próprias mãos ao ver o que parecia ser a sua boca
Tão próxima, suculenta, grande, e naquele contexto, completamente solta
Dei um passo para perto e não pude pegar - o vidro ainda existia
Senti vontade de me jogar, de apertar, de devorar, de comer, me saciar
Ao observar o meu reflexo misturado a sombra daquela fera, desejei tê-la
Quis puxá-la mais pra perto, pra dentro - quis prová-la
Eis que de repente me deparo com o inesperado: aquela coisa grande já não era mais ela
Apertei os olhos e com a mão toquei no espelho que se partiu em mil pedaços
Entendi: não era mas ela, a besta fera
A fera, agora, eu era - tão avassaladora quanto antes era