quarta-feira, 6 de novembro de 2013

e só


não deveria falar, mas minha ousadia cafajestesca-romântica-poética me obriga:

uma palavra a mais, um verso a menos
um olhar para o centro, um toque em meus desejos
se tudo se resumisse em um pequeno espaço de tempo
seria aquele, das minhas mãos entre os teus dedos
e só
sem mais nem menos.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

de volta ao dadaísmo da espermática vida

Paro por dois segundos na calçada, frente à orla
Olho para as águas

É de surpresa, quando a onda parece arrebentar dentro de mim, que percebo:
- não sou mais aquilo que vejo

Não quero mais vírgula, interrogação, sedução, beijos
Não quero ter sono, fome, sede, frio

Sigo só em um pedaço do que sou