Alto, Luminoso, Saudoso
Como é gostoso sentir os seus ventos.
Contado por muitos.
Entoado por diferentes.
Escrito por tantos.
Tolos.
Não conhecem o Rio.
Não sabem porque rio.
Como é saboroso tocar em suas curvas.
Sinuosamente pecaminosas.
Deliciosamente envolventes.
Estranhamente apaixonantes.
Esta cidade é gente.
É uma gente.
É.
Quem quiser, que faça como eu.
Conhecça o Rio nos lábios de uma mulher.
Por Juca D'água
domingo, 11 de julho de 2010
Bicho Amor
Ah, o Amor
Dragão do Universo. Indomável.
Semente da misericórdia e do pesar.
Touro da Espanha. Refém.
Orgulho da espiritualidade e do pecado.
Leão de Esparta. Voraz.
Comedor de gente, de carne e almas.
Serpente do Éden. Íntimo.
Acolhe em si o desejo de ser mais.
de ser menos.
de ser ser.
Pássaro dos Deuses. Livre.
Enlouquece com a menor tentativa de ser policiado.
Bicho. Homem.
No mais sujo dos bichos, adormece na morte da vida.
Dragão do Universo. Indomável.
Semente da misericórdia e do pesar.
Touro da Espanha. Refém.
Orgulho da espiritualidade e do pecado.
Leão de Esparta. Voraz.
Comedor de gente, de carne e almas.
Serpente do Éden. Íntimo.
Acolhe em si o desejo de ser mais.
de ser menos.
de ser ser.
Pássaro dos Deuses. Livre.
Enlouquece com a menor tentativa de ser policiado.
Bicho. Homem.
No mais sujo dos bichos, adormece na morte da vida.
Humanos
Quem poderá culpá-los?
Com suas chagas abertas
Atormentadas
Que cospem pus
Enquanto latejam com tamanha dor
Quem poderá detê-los?
Soltos no desconhecido mundo
Sozinhos
Perdidos em um planeta qualquer
Buscando o que nem mesmo sabem que querem achar
Quem conseguirá entendê-los?
Com suas palavras estranhas
Entupidas
Que correm pelas artérias da garganta
Em uma tentativa louca de comunicar-se com o interior
Quem saberá amá-los?
Em sua grandeza etérea
Intocável
Que destoa da realidade alucinógena
Embravecida pelo divino sentimento humano
Quem temerá beijá-los?
No mais simbólico dos atos
Fraternal
Destruidor e desbravador de entranhas
Capaz de atingir a alma,
Abraçar a luz
E enxergar o óbvio
Com suas chagas abertas
Atormentadas
Que cospem pus
Enquanto latejam com tamanha dor
Quem poderá detê-los?
Soltos no desconhecido mundo
Sozinhos
Perdidos em um planeta qualquer
Buscando o que nem mesmo sabem que querem achar
Quem conseguirá entendê-los?
Com suas palavras estranhas
Entupidas
Que correm pelas artérias da garganta
Em uma tentativa louca de comunicar-se com o interior
Quem saberá amá-los?
Em sua grandeza etérea
Intocável
Que destoa da realidade alucinógena
Embravecida pelo divino sentimento humano
Quem temerá beijá-los?
No mais simbólico dos atos
Fraternal
Destruidor e desbravador de entranhas
Capaz de atingir a alma,
Abraçar a luz
E enxergar o óbvio
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