quarta-feira, 23 de julho de 2014

A Morte Crônica

As vezes não tem explicação
É difícil ver o chão pisando assim tão rápido

O passo cálido nada teme
Mas infelizmente não tem a menor comunhão com o todo

Buracos enormes escorrem das paredes
A decepção é ágil, pueril e romantizada

O sorriso falso enebria o ambiente
Mas nada se sente, a não ser o terrível cheiro de gente cujos corações se decompõem lentamente

Já não há explicação
Tampouco, elucubrando, um querer, um gostar, um fazer

Sentar, deitar, levantar, vomitar
O amor se dissolve e se transforma em ultraje, covardia e sarcasmo

Tudo isso escondido em farrapos de peles maltrapilhas
Que nem ao menos se tocam, mas guardam o que um dia foi sentimento cármico

Há um quê de vida até na morte.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

A prosa que não quer calar

Apaixonar-se é incrível.

Brinco de gostar. Me enrolo em platonice. Faço babaquice. É uma coisa linda.

Me orgulho.
Amor é isso: é sentimento liberto, despretensioso, aglutinado em diferentes corações e ainda assim solto em olhares, pés, mãos.

Amor é coletivo.
Um punhado de gente que se quer, se interessa, se entende - ou não, mas se sente - sem intenção de suruba em mente - ou não, sei lá, talvez uma suruba sentimental.

É isso que faz a roda girar. A cabeça rodar.
A vibração centrípeta, resultante do mergulho perpendicular de cada um no universo intimista da paixão, do tesão, do querer, do sabor e do ser amor.

E eu.
Sou um grão de areia junto à praia. Tomo banho de cabeça nas ondas dos meus amores, me lavo nas espumas - que vêm com dores - mas me aqueço no louvor do sol de cada manhã.



quarta-feira, 16 de julho de 2014

A praça

Minha história de vida é uma esquina, daquelas pequenininhas de interior.
Tropeço na rua e já estou em outra praça.
Corro, me sujo e me limpo.
Quando penso que não, ganho um picolé de graça.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Fé na foto


Cataploft.

Lá no chão foi parar minha cabeça ao ver aquela foto.

Caí. 
Em mim. 

Como pude...
Como pôde...
Como pode...

Em um piscar de olhos me obriguei a me recompor. 
Respirei e em alguns segundos voltei para o momento da imagem. 
Estava novamente lá. Exatamente ali, integrando a felicidade congelada e já passada.

Já sei: - Eu era aquele amor.
             - Eu também sou aquele amor. 

Só que agora sou mais - e licuri é coco pequeno.






terça-feira, 1 de julho de 2014

Voltei a cantar

Amor

Verb. Energ. O lugar para onde eu sempre vou.

Palavra

Subst. Espaç. O lugar para o qual eu sempre volto.