segunda-feira, 16 de julho de 2012

Círculo

Quando era um bebê choroso, só fechava os olhinhos à tarde quando o Bolero de Ravel engolia a casa.
Hoje, muitos anos e choros depois, cá estou eu, trabalhando em uma Okestra - com K, como o original em grego - e entupida de naipes (e que recentemente protagonizou um concerto junto à outra Orquestra - com Q - para lerem juntas esta exata composição).

Aos 6 anos, no meio da brincadeira, pegava uma boneca e um barquinho de papel para ver a chuva que jorrava da calha e formava aquele "mar" no meu quintal. É uma das minhas únicas lembranças de quando miúda.
Hoje, algumas chuvas depois, vou correndo ver o mar quando a "brincadeira" me tira o folêgo e o apetite.

Aos 11 anos, fazia do balcão de mármore da cozinha americana a minha mesa de âncora do jornal principal e narrava os fatos imaginários e fantásticos do dia com tom imparcial, crível e crédulo.
Hoje, alguns semestres desde o início da graduação em jornalismo, tranco meu curso e largo a vida acadêmica. Ao menos por enquanto.

Coincidência? Sincronicidade? Pré-determinação?Lorota?


quarta-feira, 4 de julho de 2012

Cartinha à flor

É como em um filme, ou uma música
Estou, agora, parada, com os olhos fechados e o vento tocando meu rosto como só ele sabe fazer

Só ele e os seus olhos
Que me abraçam e acalentam em segundos de exatidão do teu olhar

Penso nas curvas, nas cores, nos cheiros do que meu coração tem como "você"
Penso nas palavras, nas mãos, nos porquês que sinto sempre que junto a ti

Sou muito o que você sempre quis

"Te amo, te quero, meu bem", já diria....