domingo, 28 de novembro de 2010

oxi, como era doce

se não há sapo
o que há?

se não tem gosto nem dente
o que terá lá?

na lógica do absurdo
o óbvio irá se achar

o que mais poderá encontrar?

dentro do poço um troço
cheio de ouro para dar

nem colo nem dengo
não há osso nem gente que faça o cachorro calar

o sol de poucos instantes
também é o de outrem

o navio que a pouco atraca
não quer saber de quem se arrisca

na pista, na cama ou na piscina
não há quem não se atenha

ao ver a menina na beira
se banhar na lua cheia
das cores da máquina de lavar

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