se não há sapo
o que há?
se não tem gosto nem dente
o que terá lá?
na lógica do absurdo
o óbvio irá se achar
o que mais poderá encontrar?
dentro do poço um troço
cheio de ouro para dar
nem colo nem dengo
não há osso nem gente que faça o cachorro calar
o sol de poucos instantes
também é o de outrem
o navio que a pouco atraca
não quer saber de quem se arrisca
na pista, na cama ou na piscina
não há quem não se atenha
ao ver a menina na beira
se banhar na lua cheia
das cores da máquina de lavar
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