terça-feira, 24 de maio de 2011

Águas quentinhas

Lá atrás, quando a alguns palmos acima de hoje,
Víamos o que podíamos, ríamos de tudo

O mundo, agora visto de baixo, é como um facho de luz
Tanto conduz como enebria

- Mocinha, cuidado! - Diria.

Lembrar desta ocasião lhe dará aquela vontade
Aquela vontade quase gostosa de chorar

- Aquele chorinho com graça, de menina.

Vai olhar pro mar e lembrar da pirraça
Que fazia pra na entrar na água

- Do bem que fazia entrar em um avião e decolar

Lá para a Terra do Amor
Brega, como deve ser

- E foi.

Agora, está solta, entre o céu e o mar
Nem um, nem outro

Menino pequeno é que nem peixe
Parece que morre fora da água

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