As minhas memórias afetivas do Rio de Janeiro se misturam e se confundem com memórias afetivas do hoje.
É estranho se misturar a alguém.
Você se perde de você, se acha no outro, se encontra na esquina entre você e o outro e se separa do você com o que já foi um dia.
É complexo mesmo.
Não sei mais se caminho sob um céu aberto, como em um dia fresco de verão, ou sob um céu nublado, ameaçando desaguar aquela chuva fina e angustiante.
Gostaria de entender e decifrar os códigos que postulam e dão sentido à sequência de memórias; uma lembrança ao lado da outra; o que é verdade ao lado do que é inventado; o que é seu ao lado do que é do outro.
Isso também é complicado. Mas nem tudo o é.
Não é como dizem: "essa completa aquela e vice versa".
Não existe isso de "completar".
É uma questão de lógica: Quando se compartilha uma só vida a dois, é como se as duas metades passassem a ser, para todo o sempre, incompletas.
Pura lógica
É estranho se misturar a alguém.
Você se perde de você, se acha no outro, se encontra na esquina entre você e o outro e se separa do você com o que já foi um dia.
É complexo mesmo.
Não sei mais se caminho sob um céu aberto, como em um dia fresco de verão, ou sob um céu nublado, ameaçando desaguar aquela chuva fina e angustiante.
Gostaria de entender e decifrar os códigos que postulam e dão sentido à sequência de memórias; uma lembrança ao lado da outra; o que é verdade ao lado do que é inventado; o que é seu ao lado do que é do outro.
Isso também é complicado. Mas nem tudo o é.
Não é como dizem: "essa completa aquela e vice versa".
Não existe isso de "completar".
É uma questão de lógica: Quando se compartilha uma só vida a dois, é como se as duas metades passassem a ser, para todo o sempre, incompletas.
Pura lógica
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