domingo, 1 de janeiro de 2012

As pessoas acordam, saem de casa, comem.
Algumas trabalham, assaltam, ficam doentes.
Todas querem a felicidade.

Todos querem, na verdade, um ideal de felicidade.
Depositam, graças a sua eterna busca pela INsatisfação, a sua felicidade o mais longe possível, na menor parte de todo o planeta, no dinheiro mais fácil e mais alto, na mulher ideal e com mais perspectiva, no homem mais correto e com melhor trabalho.

Mas para todos esses, acreditem: A exceção é exceção.
Mas para todos esses, eu digo: Ser a exceção é surreal.

Na realidade, só lhe pedem em casamento se você for muito especial, mas muito mesmo - e quantas pessoas no  mundo são realmente especiais? Gandhi e Jude Garland mais umas 3, talvez.

Só querem morar junto quando a mãe aprova e não lhe acha muito nova ou muito feia - ainda que morem só.

Só querem você perto para sempre quando você tem muito a acrescentar sempre - não na fala ou no coração,  mas na conta da casa ou na cama.

Na realidade, e isso é incrivelmente verdade, o príncipe Eric se casa com aquela que dá o que ele quer ver e Ariel se joga de um penhasco e vira espuma sem ninguém saber.

Ariel não era nada.

Na realidade, depois do dia 31, querem mesmo é lhe ver bem longe.

Essa é a realidade

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