terça-feira, 8 de abril de 2014

Iansã, cadê Xangô? Tá na internet!

INTRODUÇÃO

Lá do terreno do orum, ouvimos uma estrela perguntar aos berros a Iansã (em tom comum a um vizinho):

- Iansã, cadê Xangô?
- Tá na internet - Respondeu.
- E isso é lugar para se "estar"? - Perguntou.

E assim começou a desenrolar a história de Iansã, da internet, em uma narrativa de Xangô, que entrou na conversa já comparando o seu feminino estado à seu virtual estado, sabe-se lá porque:

POESIA

Em um fluxo incontrolável, segue ela rumo ao não antes predicado
É espontânea, libertária, desenvolta, toda cheia de coisa

Vive em um contexto não apresentável de sistematizado caos
É defensora do código aberto e do bem desejado:o fogo da rapidez sincera, não meia-boca

A quem acredite: transporta reles mortais a um orum infinito em códigos
Faz nascê-los em uma outra vida, uma vida repleta de atalhos e caminhos inventados

Traça padrões impensáveis de não-padrões, é um humanóide sem formato exato
Enamora-se pela justiça, pelo machado forte de um Xangô coletivo, solidário e solitário em vias não-virtuais

Tem arquétipo anarquista, e de típica orixá da Bahia
Tal qual a Senhora dos Raios, és Senhora das Ondas Cybernéticas

Pode cantar-se em versos globalizados, enraízados no vento e pulverizados em rede nada concreta, mas sólida em seu proposito mutante

És análoga à deusa das tempestades, és generosa aos desengonçados, és encantadora aos olhos de todos

És a internet, de contas e códigos vermelhos em fogo e pano da costa universalizado




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