As vezes não tem explicação
É difícil ver o chão pisando assim tão rápido
O passo cálido nada teme
Mas infelizmente não tem a menor comunhão com o todo
Buracos enormes escorrem das paredes
A decepção é ágil, pueril e romantizada
O sorriso falso enebria o ambiente
Mas nada se sente, a não ser o terrível cheiro de gente cujos corações se decompõem lentamente
Já não há explicação
Tampouco, elucubrando, um querer, um gostar, um fazer
Sentar, deitar, levantar, vomitar
O amor se dissolve e se transforma em ultraje, covardia e sarcasmo
Tudo isso escondido em farrapos de peles maltrapilhas
Que nem ao menos se tocam, mas guardam o que um dia foi sentimento cármico
Há um quê de vida até na morte.
É difícil ver o chão pisando assim tão rápido
O passo cálido nada teme
Mas infelizmente não tem a menor comunhão com o todo
Buracos enormes escorrem das paredes
A decepção é ágil, pueril e romantizada
O sorriso falso enebria o ambiente
Mas nada se sente, a não ser o terrível cheiro de gente cujos corações se decompõem lentamente
Já não há explicação
Tampouco, elucubrando, um querer, um gostar, um fazer
Sentar, deitar, levantar, vomitar
O amor se dissolve e se transforma em ultraje, covardia e sarcasmo
Tudo isso escondido em farrapos de peles maltrapilhas
Que nem ao menos se tocam, mas guardam o que um dia foi sentimento cármico
Há um quê de vida até na morte.
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