Era só uma coisa. Uma porção de plástico desenhado sob a ótica de uma estética datada, clássico oitentista, visto em filmes e pessoas e referências.
Era só um bem estático de consumo, timbrado sob a alcunha de uma palavra qualquer - ao que me parece, chama-se "marca" - e marcado em viva carne com arranhões incontáveis das experiências nas quais foi abruptamente envolvido, sem se quer ser consultado.
Era uma parte das aventuras das quais fez parte, um resto de memória menor, o olhar oculto.
Ele era um organismo particular de alguém, uma coisa que trazia à lente um momento, que por sua vez o justificava - pois tinha uma emoção.
Ele não era só um treco. Era vivo, do seu jeito natureza-morta.
Roubaram os meus óculos.
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